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    Identidade Negra


    Texto que fiz para colocar no meu video sobre a feira de São Joaquim

       É dia de Feira

          * Por Suzana Tavares

    Se você estiver vindo a Bahia tem que ir a feira de São Joaquim onde irá conhecer o verdadeiro povo baiano. Tudo começou ao lado do sétimo armazém das Docas, no bairro do Comércio, que deu origem à Feira de São Joaquim. A“Feira do Sete” como era conhecida e logo depois  Feira de Água de Meninos.

    Pessoas andando de um lado para outro, vozes que se misturam, ruas com os nomes de produtos baianos - rua do coco, das cerâmicas, da farinha. Aqui tem de tudo: Panela, porco, banana, manga, cachaça, ovo, galinha, tempero, cabra, incenso,cigarro de palha, receita de magia para o amor, receita de magia para o dinheiro, receita de magia para o mau olhado.... É estamos na feira de São Joaquim em Salvador!

    A feira é um retrato da cidade. A variedade que encontramos retrata, de maneira singular, a identidade de Salvador, o jeito de ser baiano, possibilitando um melhor conhecimento sobre a cidade e sua cultura. É o jeitinho do povo do recôncavo aqui é o jeitinho do povo do semi-árido alí é o soterapolitano que junta tudo e mostra a sua baianidade.

    Tem fruta, tem verdura, tem peixe, tem carne, tem santo, tem orixá, tem “causos”, tem história, tem música, tem erva, tem pimenta malagueta, tem baiano de verdade, tem segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo... é assim a Feira de São Joaquim, de tudo tem um pouco e todo dia é dia feira.

    Localizada na Avenida Frederico Pontes, no bairro do Comércio, a Feira é um centro comercial popular e um ponto de encontro para muita gente, que pode usufruir de uma vista para o mar em alguns pontos da Feira, comer uma boa comida baiana, tomar uma pinga da boa e "prosear" bastante.

    Antiga Feira de Água de Meninos, a Feira de São Joaquim é mais que um mercado aberto ao ar livre é um cenário popular e colorido, importante para a cultura da Capital baiana. A Feira já faz parte dos pontos turísticos de Salvador .



    Escrito por Dona Preta às 10h47
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    Mês dos meus meninos

    Os Ibejes são filhos de Iansã com Xangô onde a dona dos ventos deu para Oxum criar. Destes erês vem minha inocência. E se a profecia for completa minha primeira barriga será de gêmeos...



    Escrito por Dona Preta às 12h03
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    Meu pai abre meus caminhos porque tá estreito

    Estou esperando meu pai Ogum as coisas não estão boas não. Não estou nem boa com sua cara...



    Escrito por Dona Preta às 14h20
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    Neguinha assanhada do cabelo de molinha...

    A força simbólica do cabelo para os africanos continua de maneira recriada e ressignificada entre nós, seus descendentes. Ela pode ser vista nas práticas cotidianas e nas intervenções estéticas desenvolvidas pelas cabeleireiras e cabeleireiros étnicos, pelas trançadeiras em domicílio, pela família negra que corta e penteia o cabelo da menina e do menino. Pode ser vista também nas tranças, nos dreads e penteados usados pela juventude negra e branca. Se no processo da escravidão o negro não encontrava no seu cotidiano um lugar, quer fosse público ou privado, para celebrar o cabelo como se fazia na África, no mundo contemporâneo alguns espaços foram construídos para atender a essa prática cultural. (GOMES N. L. 2003)

     

    O cabelo é um marcante indício de procedência étnica, é um dos principais elementos biotipológicos na construção da pessoa na cultura. O negro quando assume o seu cabelo de negro assume também o seu papel na sociedade como uma pessoa negra. E ser negro no Brasil e no mundo, convenhamos, é ainda um duro caminho trilhado por milhares de afro descendentes.(LODY, R. 2004, p.125)



    Escrito por Dona Preta às 15h22
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    Preciso de música na minha vida e dançar balê para vê se alguma coisa gira...

    Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar... 



    Escrito por Dona Preta às 14h32
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    Me dê a cura meu senhor

    Ossain é o Orixá guardião de todos os segredos das folhas, raízes e cascas.

     

    É a Divindade das folhas medicinais e liturgias. Detentor do axé (força, poder, vitalidade). É o dono do segredo e das folhas, é considerado o médico do ALTO CANDOMBLÉ.

     

    OSSAIN é o ORIXÁ das folhas e da medicina graças a IANSÃ todos o ORIXÁ tenha seu folha, em princípio OSSAIN continua sendo o dono delas. Há folhas para tudo: para cada tipo de doença, de desgraça ou de bem, para conseguir a felicidade, dinheiro, longevidade. As folhas são sempre portadoras de AXÉ e no CANDOMBLÉ sem elas e sem OSSAIN nada se faz - portanto, OSSAIN é o dono do AXÉ!

     

    Sua cor é verde e seu dia segunda-feira. Na sua qualidade de senhor da vegetação, ele está ligado com a terra. É um ORIXÁ atónico, como OMULU ele manca ou não tem uma perna. Seu metal é o ferro. Está profundamente relacionado com a cabaça - que representa a matriz cósmica, onde guarda suas folhas e seu poder. Está associado aos pássaros. Usa uma coroa com um pássaro em cima. Convém lembrar que o símbolo das feiticeiras é uma cabaça na qual está encerrado um pássaro que simboliza seu poder e executa os trabalhos que elas determinam. OSSAIN representa, pois, o poder mágico da cabaça - gestação.

     

    É o ORIXÁ da medicina, aquele que com suas folhas fabrica remédios, encantos, talismãs e cura de doentes. O conhecimento das folhas é a parte mais secreta do CANDOMBLÉ. OSSAIN usa na cabeça uma coroa de metal prateado ornada com um pássaro, leva na cintura cabaças onde guarda seus remédios, e leva numa mão uma grande cabaça prateada e noutra uma ferramenta de sete pontas e um pássaro na ponta central. É o ORIXÁ dos médicos e cientistas.

     

     

    Saudação: Kosi ewe, kosi Orisa! (sem folha, não há Orixá).



    Escrito por Dona Preta às 19h37
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    Vamos, vamos?

     



    Escrito por Dona Preta às 11h10
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    Salvador, Bahia
    Segunda-Feira , 01/09/2008

    1º Caderno

    O papel da reparação

     

    LUIZ CARLOS SUÍCA

     

    A Secretaria Municipal da Reparação (Semur) de Salvador é a instância responsável por articular, junto às instituições governamentais e não-governamentais, políticas públicas de promoção da igualdade racial.


    Como acompanho e participo da luta em combate ao racismo, li com muita atenção o artigo da subsecretária da Semur, Maria Alice Pereira da Silva, publicado aqui neste espaço recentemente.


    Concordo quando ela diz que políticas afirmativas devem ser tratadas como prioridades de governo e que devem estar acima das questões político-partidárias e recomendo o aumento do orçamento da Secretaria Municipal da Reparação, pois trata-se do menor de toda a prefeitura.


    Ela afirma que existe um resgate aos projetos desenvolvidos pela Semur, porém não conheço nenhuma empresa que tenha recebido o Selo da Diversidade, e tempo para isso houve.


    Até mesmo o coordenador que vinha desenvolvendo o projeto foi exonerado e substituído para atender aos acordos políticos-partidários que a subsecretária diz combater.

    Sabemos que o Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) é financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), uma das 18 agências, fundos e programas da ONU (Organização das Nações Unidas) presentes no Brasil. Para que ele tivesse sucesso, seria necessário haver uma transversalidade com todos os órgãos públicos, principalmente os da Prefeitura de Salvador.

    O que foi feito dos comitês setoriais? Pelo que me consta, há muito tempo eles não se reúnem, e parece-me também que o dinheiro do Pnud já não existe mais. Portanto, o PCRI não continua firme e forte, ao contrário, está fraco.

    Fico feliz em saber da “pujança” de projetos que a Semur está vivendo. Eu e os demais moradores de Salvador gostaríamos, porém, de saber quais são os tais projetos, quando serão implantados e o resultado prático deles para saber se a pujança não é apenas virtual.


    Um dos programas em andamento em outra gestão da Semur foi a plantio de Baobá, árvore sagrada para os seguidores de religiões de matriz africana. Para os adeptos dessas religiões, entre os quais me incluo, aos pés do Baobá os orixás, especialmente Omolu, durante as peregrinações, paravam para descansar das caminhadas, alimentar-se e ainda curar determinadas doenças. A Semur tem acompanhado o crescimento dessas árvores, que tanto significa para o povo de santo? Ampliou o programa? Fez o memorial dos Baobás plantados? Sou um eterno otimista e espero que a Semur reencontre um caminho de ação efetiva e atue com transparência em benefício da cidade, em especial da população afrodescendente. Só assim a Semur vai deixar de ser um local apenas para pagar salários a alguns e cumprir o papel para o qual foi criada, que é o de articular políticas públicas de promoção da igualdade racial.

     

    LUIZ CARLOS SUÍCA é coordenador dop Depto. Jurídico do Sindilimp-BA (Sind.dos Trab.em Limp.do Est.da Bahia)

     

    Veja mais em http://www.sindilimpba.org.br

    e em http://opiniaosuica.blogspot.com/ 



    Escrito por Dona Preta às 11h07
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