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Curso debate a primeira greve geral de trabalhadores negros no Brasil
Uma análise do trabalho escravo urbano em Salvador, no século XIX, será apresentada pelo historiador João José Reis, hoje (30.05), às 17h, no curso Conversando com Sua História (Palácio Rio Branco - Praça Thomé de Souza). A entrada é gratuita.
João Reis falará sobre o tema “Trabalhadores do Canto”, uma análise da organização dos africanos para o trabalho e o conflito gerado a partir desta situação. Ele direcionará a palestra para a greve de 1857, que envolveu trabalhadores (ganhadores), escravos e libertos africanos na primeira greve geral de um setor da classe trabalhadora urbana no Brasil.
Escritor de “A Revolta dos Malês”, livro que relata com profundidade o movimento social desencadeado pelos afro-baianos em Salvador, e professor titular do departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, João Reis é membro do comitê assessor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e coordenador da linha de pesquisa “Escravidão e Invenção da Liberdade”, no programa de pós-graduação da Ufba.
Abordando temas diferentes a cada semana, o projeto resgata a história da Bahia através de palestras com historiadores assistidas, principalmente, por estudantes, professores e pesquisadores no auditório do Palácio Rio Branco, sempre às terças-feiras, às 17h, com entrada gratuita.
Durante os meses de junho e julho, o curso entrará em recesso, acompanhando o período de férias escolares e a Copa do Mundo. As palestram voltam a ser realizadas, semanalmente, no mês de agosto. Mais informações no Centro de Memória da Bahia (Palácio Rio Branco – Praça Thomé de Souza) ou pelo telefone (71) 3321-0204, ramal: 230.
Escrito por Preta Suzana às 09h16
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Mulheres Banco de dados unifica estatísticas de gênero
A participação das mulheres no sustento da família registrou aumento significativo
O número de famílias chefiadas por mulheres cresceu 66% na última década, passando de 7,7 milhões para 12,8 milhões, o que representa uma participação de 26,5% em relação ao total de domicílios.
A participação das mulheres no sustento da família também registrou aumento significativo, de 24% em 1991 para 37,7% em 2000.
Apesar desses avanços, em 2000 os salários recebidos pelas mulheres representavam 70% dos rendimentos recebidos pelos homens.
Entre as mulheres também prevalece um quadro de desigualdade, com trabalhadoras negras ou pardas recebendo o equivalente à metade dos salários pagos para mulheres brancas.
Para ler toda matéria:
http://www.oregional.com.br/detalhe_ultimas.php?codigo=3610
Escrito por Preta Suzana às 09h51
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" O fato fala por si"
Escrito por Preta Suzana às 10h41
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Semana da África
Encontro reúne pesquisadores e estudiosos para discutir as relações África-Bahia e o imaginário brasileiro sobre o continente africano
Abertura: Salão Nobre da Reitoria - 10 h dia 25 de maio
* Fonte:Atitude quilombola
As diversas representações da África no imaginário brasileiro, o intercâmbio cultural entre o continente africano e a Bahia e o papel da mulher negra serão alguns dos temas em discussão durante o encontro A África no Imaginário Brasileiro: Utopias e Estereótipos, que acontece nos dias 25 e 26 de maio, no auditório do Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao).
A iniciativa e coordenação do encontro é dos estudantes de mestrado e doutorado da niversidade Federal da Bahia (Ufba) nas áreas de Ciências Sociais e Estudos Étnicos e Africanos. Entre os objetivos do evento estão desde conhecer os estudos sobre a África desenvolvidos na Bahia, até discutir as apropriações das práticas culturais africanas no Brasil; passando ainda pela avaliação das políticas do intercambio cultural entre Brasil e África; além da reflexão sobre a importância da África nas resignificações culturais e nas reconstruções da identidade do negro brasileiro.
O seminário pretende debater as questões alusivas à África no imaginário social brasileiro, suas relações políticas e educacionais com o Brasil através dos estudantes do intercambio cultural, a história dos povos africanos na diáspora brasileira, as ressignificações culturais e a importância da herança africana na construção da identidade brasileira.
Segundo Artemisa Cande, uma das organizadoras da iniciativa, "Esta é uma data histórica comemorável em toda a África como o dia da solidariedade, da organização e da paz ao nível continental. Nesse dia, aproveita-se para fazer uma reflexão dos acontecimentos sócio-políticos e econômicos do continente", acrescenta.
Segundo Artemisa Cande o encontro foi pensado para começar no dia 25 de maio, pois nesse dia, em 1963, foi criada a Organização da Unidade Africana (OUA), hoje denominada União Africana (UA), com a sede permanente em Addis- Abeba, capital da Etiópia..
Artenisia é natural de Guiné-Bissau, para ela, o que se sabe da África no Brasil, de uma forma geral, são informações transmitidas através da imprensa e que, na maioria das vezes é estereotipada e deturpada. "Na visão projetada por esses meios, a África limita-se a guerras, à fome, à miséria extrema, às doenças etc... Será que a África se limita somente a isso?", questiona.
Escrito por Preta Suzana às 09h35
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Novo presidente da CUT reforçará luta anti-racismo
Eleito presidente da CUT-Ba, Martiniano Costa representa mais uma vitória importante e estratégica para as ações de promoção da igualdade racial, reivindicando dos sindicatos filiados à CUT cláusulas específicas sobre a questão racial no local de trabalho e garantia da política de cotas para negros e índios. Militante sindical e do movimento negro, desde a década de 80, Martiniano atua em defesa dos direitos humanos, sobretudo da população negra de Salvador. O novo presidente da CUT é graduado em História pela UNEB e professor da Escola Média de Agropecuária Regional da CEPLAC – EMARC, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal – SINTSEF e da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – CONDSEF.
Escrito por Preta Suzana às 09h41
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Lazzo: 25 anos de canto negro
No próximo dia 29 de maio, um show no Teatro Vila Velha, marcará as comemorações pelos 25 anos de carreira do cantor Lazzo Matumbi, ícone da música negra em nosso Estado. Durante o show será gravado o primeiro DVD do cantor que, durante o Carnaval, arrasta uma multidão com o seu bloco Coração Rastafari, sem cordeiros e sem cordas. São 25 anos de contribuição para a preservação da cultura negra, através de suas canções e composições, como Alegria da Cidade, em parceria com Jorge Portugal, música que traz os consagrados versos: “apesar de tanto não, tanta dor que nos invade, somos nós a alegria da cidade”.
Escrito por Preta Suzana às 09h40
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Bahia participa do III Encontro Afro Goiano
Fonte: SEMUR
A Prefeitura Municipal de Salvador, através da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), participou do III Encontro Afro Goiano que aconteceu no período de 11 a 13 de maio, na Cidade de Goiás. O evento, organizado pelo Sebrae, reuniu cerca de duas mil pessoas, entre artistas, empresários (as) e empreendedores (as), para discutir a participação de negros e negras no mercado e na geração de emprego e renda.
Na oportunidade, foram apresentadas as ações da Prefeitura para a promoção da igualdade racial em Salvador, a exemplo do Observatório da Discriminação Racial que ocorreu no período do Carnaval deste ano.
Com o tema: inclusão através do empreendedorismo étnico-cultural, o Encontro Afro-Goiano já acontece há três anos e reúne profissionais das mais diversas áreas como historiadores(a), empreendedores(a), pesquisadores(a), grupos culturais e diversos especialistas para discutir a questão do povo negro de Goiás e do Brasil.
Cultura Negra - A presença da Bahia foi marcante no Encontro. Um stand montado na cidade reuniu os trabalhos desenvolvidos pelo Pólo de Capoeira de Lauro de Freitas (berimbaus, Cds, camisas), as roupas de estética africana da Grife Filhos do Congo e o trabalho dos cerca de 60 empreendedores (a) da CULTUARTE.
Os músicos e dançarinos baianos aproveitaram todos os espaços da colonial cidade de Goiás, para expressar a cultural afro-baiana, seja através de rodas da capoeira, do samba das Ganhadeiras, dos atabaques e tambores dos Filhos do Congo e da alegria contagiante de toda caravana baiana.
Os grupos culturais da Bahia fecharam em grande estilo a participação no Encontro com apresentações na noite de sábado, 13, no palco principal do evento. Com aplausos e pedidos de bis, os baianos colocaram todos para dançar. Para o secretário municipal da Reparação, Gilmar Santiago, “a participação no III Encontro Afro Goiano possibilitou intercâmbios não só culturais, como de experiências desenvolvidas para a promoção da igualdade racial”.
Escrito por Preta Suzana às 09h38
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Seminário discute a África no imaginário brasileiro
O seminário “A África no Imaginário Brasileiro: utopias e estereótipos” será realizado dias 25 e 26 de maio, no CEAO (Praça Inocêncio Galvão, Largo Dois de Julho).
Pretende debater as questões alusivas à África no imaginário social brasileiro e suas implicações tanto no âmbito quanto educacional. A abertura acontecerá no Salão Nobre da Reitoria, às 10 horas. O evento é organizado pelo núcleo de estudantes africanos, com colaboração de estudantes brasileiros do mestrado em Estudos Étnicos e Africanos da UFBA.
Escrito por Preta Suzana às 10h23
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Mulher negra na Bahia é tema de exposição no Pelourinho
O Museu Tempostal continua com a exposição A Mulher Negra na Bahia – Imagens de Gênero e Raça, que traz 78 postais e fotografias que retratam com destaque a presença da mulher negra na sociedade baiana nos séculos XIX e XX.
A mostra foi produzida para integrar as ações do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura e Turismo, que festejaram o Dia da Cultura, em novembro de 2005. Com número de visitantes que superou as expectativas dos organizadores, a mostra foi prorrogada até 8 de julho.
A exposição do Tempostal está dividida em cinco categorias temáticas: Baianas de Acarajé, Religiosidade, Folclorização, Trabalho e Personalidades. No tema Baianas de Acarajé, as imagens deixam clara a sofisticação pela qual passaram os seus trajes e tabuleiros, além de evidenciar a perda do caráter religioso original da atividade, que ganhou status de patrimônio nacional. A folclorização das mulheres negras, cuja figura já tem lugar cativo no imaginário brasileiro, também compõe a exposição.
Os postais e fotografias revelam a mulher negra na Bahia “na sua lida, seja na cidade, vendendo na feira, carregando água, trabalhando em fábrica, cuidando dos filhos da patroa, ralando mandioca no campo, cuidando da roça ou fazendo renda”, apontam as antropólogas Cecília Sardenberg e Zelinda Barros, do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher, da Ufba, realizadoras de uma pesquisa sobre as mulheres negras baianas, que, mais tarde, virará um catálogo.
Escrito por Preta Suzana às 09h34
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Lançamento de livro sobre construção da imagem de negros e mestiços
O professor mestre da Uneb e advogado Jurandi Antonio Sá Barreto Júnior lança hoje, 19 de maio, seu novo livro Raça e Degeneração - Análise do processo de construção da imagem dos negros e mestiços, a partir de artigos publicados na Gazeta Média Baiana (1880 - 1930), mais uma qualificada publicação da Editora Uneb.
O coquetel acontece, às 18h30, no auditório Milton Santos do Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao), da Universidade Federal da Bahia (Ufba), situado na Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho, Centro Histórico de Salvador.
Em sua profunda e consistente obra, o autor aborda as concepções sobre raças humanas que vigoraram entre fins do século XIX e início do Século XX, analisando o processo de construção da imagem dos negros e mestiços. Além disso, o autor mostra como tais concepções estavam, em parte, apoiadas em teorias que na época eram consideradas "científicas" por uma parte da inteligência européia.
Escrito por Preta Suzana às 09h31
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Ritmo musical que chegou ao Brasil nos anos 60 volta á pista com toda força
A SOUL BLACK, grupo fundado em 01 de março de 2006, tem como objetivo de propagar a música negra, procurando desenvolver atividades para reunir, jovens e adultos nesta comunidade, onde se encontra admiradores da verdadeira música negra o que podemos chamar de black music.
A formação deste grupo tem como objetivo a conscientização e a valorização da etnia negra. Tendo na palavra de ordem, perpetuar valores de identidade cultural, fazendo da africanidade encontrada em maior parte na Bahia uma forma de vida. E é exatamente este compromisso que leva este grupo a desenvolver projetos culturais.
Quem tem esta ideologia não pode ficar fora da maior festa black music da cidade
- Data: 19/05/2006
- Horário: 22 h
- Local: No Bairro da Ribeira - No Espaço Maison / P.R.:Próximo ao Remo do Vitória
- Programação: Com os Dj Leandro, Dj Bandido, Dj Big entre outros
- Ingressos: R$ 10,00
Percussores
A black music vem ganhando espaço novamente no cenário brasileiro, figuras como James Brown, Otis Redding, Aretha Franklin e outros do Hip-hop moderno como 50cent, Byonce, Ludacris, The Roots, Jay-z, Ja Rule estão tento forte penetração nas festas da juventude do século XXI e na de pessoas de varias idades.
O ritmo musical que chegou ao Brasil nos anos 60 volta á pista com toda força. Com forte influencia na dança e no balanço dos irmãos negros norte-americanos. O ritmo contagiante vem animando a juventude deste as imortais músicas de Jorge Ben Jor (Agora Ninguém Mais Chora, Negro é Lindo, Que Nega é Essa) e, outras mais flagrantes, como as de Wilson Simonal na fase Pilantragem (Caso de Mamãe Passou Açúcar em Mim, País Tropical, Tributo a Martin Luther King) o rei Tim Maia também tem forte participação no crescimento da black music no Brasil.
Informações – Maiores informações Paula Veloso (71) 8152-7783
* Informações obtidas no site: www.soulblack.fdp.com.br
Escrito por Preta Suzana às 10h22
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Seminário debate o ensino da cultura negra nas escolas da Bahia
*Fonte: Agecom
Como será o ensino da cultura negra nas escolas das redes pública e privada do país e, em particular, na Bahia? Como capacitar os professores para esta nova matéria, tornada obrigatória pela Lei Federal 10.639/2003? Onde estão, quais são e como ter acesso a documentos do tempo da escravidão que subsidiem esse ensino,? Estes são os temas centrais do seminário que será realizado no Arquivo Público da Bahia nesta quarta-feira (17), das 9h às 17h.
Registros de propriedade, testamentos e cartas de alforria são alguns dos documentos utilizados como ponto de partida para o resgate da história da escravidão e da construção da identidade negra na Bahia.
A Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia (APB), órgão da Secretaria de Cultura e Turismo do Estado, abre a discussão sobre este acervo durante a realização do Seminário Raízes e Frutos da Afrodescendência Brasileira.
Voltado a professores, estudantes e pesquisadores interessados em aprofundar seus estudos na história da cultura africana no país, o seminário dará uma noção aos participantes da variedade de categorias de documentos existentes no Arquivo Público.
Como estudar e ter acesso a esta documentação, a melhor maneira de utilizá-la nas pesquisas e as metodologias de ensino para a transmissão deste conhecimento estarão no centro dos debates do evento.
A programação será aberta com a palestra da diretora do APB e coordenadora do seminário, Marli Geralda Teixeira, que falará sobre o tema Memória Documental da Afrodescendência na Bahia – Preservação/ Educação/ Metodologia.
Em seguida, a professora Maria José de Souza Andrade discutirá o tema Origens Históricas do Trabalho Informal.
Entre os debatedores, estão o historiador e escritor João Reis (autor de Revolução dos Malês), Marlene Moreira, Jailton Brito e Antonietta Nunes, que trabalharão com os temas Fontes Documentais do APB para a História da Afrodescendência Brasileira e Possibilidade de Utilização das Fontes Documentais para a Produção de Conhecimento sobre a Afrodescendência Brasileira.
Escrito por Preta Suzana às 08h37
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Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá comemora seus 25 anos
* Fonte: iBahia
Uma programação cultural diversificada marca as festividades de 25 anos da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá, baseada no culto aos eguns e uma das mais fechadas do país. A casa, situada no Bairro da Paz, foi fundada pelo Alapini Deoscóredes Maximilano dos Santos, o artista plástico Mestre Didi, que abre as festividades com uma saudação aos ancestrais na sexta-feira, dia 19, às 19h. As atividades seguem por todo o final de semana com exposição fotográfica que reconta a trajetória da comunidade, seminários, oficinas e show musical com a cantora Inaycira Falcão dos Santos.
Escrito por Preta Suzana às 08h27
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“FalcÃO – Meninos do Tráfico” em Salvador
Lançamento pela CUFA/Uhuru e pela SEMUR contará com a presença do rapper MV Bill, um dos realizadores
A organização Uhuru – África Hip-Hop e a Secretaria Municipal da Reparação – SEMUR realizarão em Salvador, nesta terça-feira dia 16 de maio, às 18h, no teatro ACBEU, o lançamento do livro e do documentário “Falcão – Meninos do Tráfico”.
A atividade faz parte do programa de políticas públicas da SEMUR no enfrentamento da violência racial e do Programa de Mobilização Sócio-Cultural para a garantia dos direitos da juventude negra desenvolvida pela Uhuru - África Hip-Hop, organização que integra o Movimento Hip-Hop de Salvador e representa na Bahia a Central Única de Favelas – CUFA (organização nacional criada pelo rapper MV Bill).
O documentário “Falcão” reúne relatos sobre o universo dos meninos que trabalham no tráfico de drogas em diversas partes do país, revelando o lado humano destes jovens, suas razões, angústias, loucuras, sonhos, maldades, afabilidade e contradições. No livro, que traz o mesmo título, está o relato pessoal de Celso Athayde e MV Bill sobre os bastidores da produção do documentário Falcão, revelando as experiências que viveram antes e durante a realização, em narrativas que preferiram escrever em primeira pessoa, numa linguagem direta.
Ao longo do livro os autores também discutem temas polêmicos como racismo, segurança pública, repressão policial e a importância do Hip-Hop para a juventude que vive nas favelas e periferias.
A Secretaria Municipal da Reparação entende a relevância do tema, principalmente, depois de introduzir no carnaval de 2006 o Observatório da Discriminação Racial, que teve a questão da violência racial registrada em cerca de 70% das ocorrências efetuadas.
Este lançamento enfatiza a conexão CUFA na Bahia, através da Uhuru – África Hip-Hop, que desenvolve projetos de arte-educação com as linguagens do Movimento Hip-Hop (dj, break, rap e grafite) em diversos bairros da periferia da cidade, destacando-se as regiões do Subúrbio Ferroviário, da Península Itapagipana e o Corpo 3 da Penitenciária Lemos de Brito, promovendo também espaços de diálogo da juventude negra e o Poder Público.
Um dos realizadores de Falcão – Meninos do Tráfico, o rapper MV Bill estará presente no lançamento para um diálogo acerca do combate à violência e ao tráfico de drogas, com outros atores sociais, a SEMUR, instituições de direitos humanos, movimento social negro e a sociedade civil.
Ainda no dia 16, às 14h, acontecerá uma Audiência Pública com MV Bill, na Câmara Municipal de Camaçari, e a programação de lançamento se estenderá às comunidades de Massaranduba e Paripe, nos dias 20 e 27, respectivamente, quando haverá atividades culturais envolvendo organizações locais dos bairros.
A participação nas sessões de lançamento acontecerá mediante apresentação de convites que poderão ser adquiridos no Teatro ACBEU, Corredor da Vitória, a partir das 13h do dia 16.
Maiores informações:
Uhuru / CUFA: 8888-0512 Sueide / 9994-9268 Elenira
SEMUR: 4009-2633 / 2634 / 8815-1605 André Luís Santana
Escrito por Preta Suzana às 08h18
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